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Fortificações

Castelo medieval (Chaves)
Levantado sobre um possível castro e uma posterior fortificação romana, este castelo teve uma vida similar à de Chaves. Atualmente conserva ainda a sua Torre de Menagem e alguns panos das muralhas que circundavam a antiga cidadela. Foi arrasado várias vezes durante as invasões germânicas e árabes, e posteriormente reconstruído durante o reinado de Alfonso III “O Magno”, rei de León, e de D. Sancho I de Portugal. Uma das últimas reconstruções, em 1346, é atribuída ao rei D. Dinis. Este castelo teve um importante papel na crise dinástica de 1383, durante a qual apoiou a linha legitimista. Tomada pelo Mestre de Avis, a praça de armas foi concedida a Nuno Álvares Pereira, cavaleiro que se distinguiu na sua conquista. Este ofereceu-a em dote à sua filha Beatriz, que com o seu marido Afonso, primeiro duque de Bragança, residiram durante muitos anos no palácio anexo à torre, que mandaram construir como residência. Durante as guerras da Restauração e depois durante as invasões francesas foram reconstruídas as muralhas cujos restos se podem ver atualmente. Junto com os fortes de São Francisco e São Neutel, o castelo foi declarado monumento nacional no dia 22 de março de 1938, e desde 1978 alberga entre as suas grossas paredes um Museu Militar, integrado na Rede de Museus de Chaves. Nos seus diferentes níveis, o museu oferece uma ampla oferta de informação e de utensílios militares através dos quais se podem recordar as ações e façanhas dos regimentos flavienses ao longo da sua história. Dos seus jardins e muralhas pode-se apreciar uma impressionante vista da bacia do Tâmega e das montanhas que a rodeiam.

Forte de São Francisco (Chaves)
Foi levantado com pedra granítica entre 1658 e 1662, na colina da Pedisqueira, ocupada desde tempos antigos pelo convento de São Francisco (1635) que primeiro se chamou de São João da Veiga, sob administração dos Templários até 1310. Os duques de Bragança foram os primeiros patronos deste estabelecimento. A evolução das armas de fogo e as novas estratégias militares levaram à construção deste novo recinto para proteger a cidade, rodeada até então por obsoletas muralhas medievais. O recinto foi projetado com a forma de uma estrela de quatro pontas, por Rodrigo de Castro, conde de Mesquitela, segundo o sistema Vauban. Daqui foram desalojadas as tropas francesas em 1809, durante a libertação da cidade de Chaves. Mais tarde serviu como alojamento do Batalhão de Caçadores 10 até aos anos setenta, acolhendo hoje, para além da igreja de São Francisco, uma instalação hoteleira.

Forte de São Francisco

Forte de São Neutel (Chaves)
Dois anos depois da conclusão do forte de São Francisco (1664), o general Andrade e Sousa inicia a norte da cidade a construção deste novo forte, isolado do sistema defensivo de Chaves. Igualmente inspirado nas técnicas poliorcéticas da época, a sua estrutura é semelhante à do anterior, servindo como defesa avançada da cidade perante os ataques espanhóis. No seu interior encontra-se a capela de Nossa Senhora das Brotas, onde tem lugar uma romaria anual, e que foi utilizada para fins militares até há pouco tempo, tendo também servido como lugar de acolhimento de numerosos refugiados da guerra civil espanhola.

Forte de São Neutel

Castelo de Monforte (Águas Frias, Chaves)
Está situado no antigo município de Monforte de Rio Libre, e foi edificado sobre um castro no século XII. Destruído durante as guerras com os leoneses, foi reconstruído por D. Afonso III, que concedeu à povoação amuralhada uma carta de foral que a ascendia a vila. Pertenceu ao senhorio do príncipe D. Francisco, irmão do rei D. João V. O castelo foi abandonado em 1853, com a extinção do município.

Castelo de Monforte

Castelo de Santo Estêvão (Santo Estêvão, Chaves)
Está situado na freguesia com o mesmo nome, e conserva uma torre defensiva com ameias e aberturas para o exterior, que junto com a torre da igreja da mesma vila constituíam um complexo defensivo do vale. A povoação de Santo Estêvão recebeu em 1258 carta de foral de D. Afonso III, e supõe-se que a torre, declarada monumento nacional em 1939, tenha sido construída no reinado de D. Sancho I.

Castelo de Santo Estêvão

Restos das Muralhas (Verín)
Com o estalar da guerra com Portugal em 1640 inicia-se a construção de uma muralha de mais de dois quilómetros para rodear a vila verinense. No início foram destinados à obra 100.000 ducados, sendo o seu propósito garantir a segurança e a proteção da população local dos inesperados ataques portugueses através da planície do vale. O muro foi construído de acordo com as técnicas poliorcéticas da época, apuradas pelas novas armas de fogo e pelas estratégias militares. No entanto, a sua escassa altura e solidez não convenciam os vizinhos, pois estes, em caso de ataque com artilharia refugiavam-se em Monterrei ou nos montes mais próximos. O pano de muralha que hoje podemos apreciar pertencia a um bastião que defendia a ponte e o denominado caminho do vale. Para aliviar as despesas com a guerra na comarca, o rei ordenou em meados do século XIX o leilão dos seus muros, em lotes da pedra.

Restos das Muralhas

Castelo de Monterrei (Monterrei)
Esta acrópole, uma das mais importantes da Galiza, encontra-se implantada sobre um antigo castro galaico, que na Idade Média se converteu em fortaleza para salvaguardar a fronteira. O recinto conserva ainda vestígios amuralhados desta época, e parapeitos e baluartes de construção posterior, devido ao avanço da poliorcética e das novas armas de fogo. No interior do recinto medieval ergue-se a igreja românica de Santa María de Gracia, com um interessante retábulo no seu interior, a sua torre de Menagem ou de D. Sancho, e a torre das Damas, em torno à qual cresceu o palácio renascentista dos condes. Monterrei foi sede de três conventos (franciscanos, mercedários e jesuítas), da primeira imprensa da Galiza e de um hospital de peregrinos. Nas proximidades do castelo encontra-se o Parador de Turismo, pousada erguida no terreno antes ocupado pelo convento dos Jesuítas.

Castelo de Monterrei
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